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50 fotos para entender a intervenção soviética no Afeganistão

História

50 fotos para entender a intervenção soviética no Afeganistão

Entre 1979 e 1989 a União Soviética travou uma guerra no Afeganistão contra insurgentes rebeldes extremistas pelo controle do país. Estas fotos mostram com detalhes como foi este conflito.

Em 1979, visando defender o regime da República Democrática do Afeganistão, que estava em convulsão por conta da insatisfação gerada pelas reformas propostas pelo partido de orientação socialista PDPA, a URSS deslocou cerca de 80 mil soldados para o Afeganistão, ocupando o país.

Para boa parte do povo, as reformas eram vistas como contrárias aos seus valores religiosos, pois concediam equidade de direitos para as mulheres, separavam o Estado da religião e iniciavam uma reforma agrária (o que desagradou especialmente os grandes proprietários de terras). No entanto, inicialmente o PDPA gozava de grande aceitação popular, o que mudou com a repressão e a insurgência.

Em 1978, Nur Mohammad Taraki então presidente afegão, assina um acordo que permite a intervenção militar direta da URSS, caso o presidente solicitasse. A presença soviética no país cresce frente aos distúrbios, mas em 1979, Hafizullah Amin organiza um golpe de Estado assassinando Tarik. Os soviéticos, de posse de informações fornecidas pelo KGB, consideram Amin não confiável e de lealdade questionável, decidindo pela intervenção no país em dezembro deste mesmo ano. Amin é morto nas ações de ocupação e substituído por Babrak Karmal, leal aos soviéticos.

Até janeiro de 1989, estima-se que a URSS perdeu cerca de 15 mil soldados em combate no Afeganistão, com mais de 50 mil feridos. Por seu lado, o Afeganistão viveu uma grande tragédia, com estimativas apontando para 1 milhão de mortos, entre civis e combatentes e cerca de 3 milhões de refugiados.

Este conflito é considerado típico da Guerra Fria, com o os soviéticos apoiando militarmente o regime da República Democrática do Afeganistão e os países do ocidente, como os EUA e o Reino Unido, apoiando financeiramente e com o envio de armas os insurgentes. No entanto, é importante destacar que boa parte dos países árabes ou de maioria muçulmana também apoiaram os rebeldes, além da China, que enviou armas modernas para que os mesmos combatessem os soviéticos, seus então desafetos.

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